sábado, 17 de maio de 2008

São Paulo




Para visitar a imensa São Paulo, o truque é dividi-la em partes e estabelecer prioridades. Por exemplo, você pode começar pelo Centro Velho, que reúne Pátio do Colégio e Mosteiro de S. Bento, explorar a região da Paulista no segundo dia e ir ao Ibirapuera no terceiro dia.
Pátio do Colégio – A maior cidade brasileira nasceu aqui, no Pátio do Colégio, a 760 m de altitude, em 1554. Os prédios do século 16 não existem mais. Foram demolidos para dar lugar ao antigo Palácio do Governo. Há, porém, uma réplica da Igreja de Anchieta, com museu dos objetos do jesuíta. ainda no Pátio, observe edifícios da passagem do século XIX, projetados pelo mais famoso arquiteto da cidade, Francisco de Paula Ramos de Azevedo: o Palácio da justiça, o 1ºTribunal de Alçada Civil e o monumento da fundação de São Paulo.

Solar da Marquesa - Por suas características arquitetônicas, supõe-se que este edifício seja um remanescente da última metade do século XVIII. Sabe-se que em 1834 foi adquirido por D. Maria Domitilia de Castro Canto e Mello, a Marquesa de Santos, que o transformou numa das residências mais aristocráticas de São Paulo, passando a ser conhecido também como Palacete do Carmo.Considerado como o último exemplar de arquitetura residencial urbana do século XVIII, o Solar foi, no entanto, submetido a diversas mudanças de uso e a várias reformas, recebendo sucessivos acréscimos.A sua atual feição neoclássica data, presumivelmente, da segunda metade do século XIX, tendo seu anexo sido construído em etapas durante as décadas de 30 e 40 deste século.A partir de 1975, passou a abrigar as atividades da Secretaria Municipal de Cultura. Interditado em 1984 por motivos de segurança, somente em 1991 o Solar foi submetido a um processo de restauro envolvendo um trabalho especializado de prospecção arqueológica, consolidação e restauração das paredes de taipa, pinturas murais, portas, janelas, pisos, forros, fachadas, cobertura e iluminação.
Atividades: Exposições permanentes e temporárias, consulta ao Arquivo de Negativos, Projeto 3ª Idade, Serviço Educativo, atividades voltadas à preservação do patrimônio histórico e cultural paulistano, projeção de vídeos e apresentações musicais.Endereço: Rua Roberto Simonsen, nº 136-B, Páteo do Colégio.Fone: (11) 606 2218Horário: De terça a domingo, das 9:00 às 17:00 hs

Catedral Metropolitana da Sé – De 1954, ano do quarto centenário da cidade, obra do arquiteto Luís de Anhaia Melo. Em estilo gótico, altar-mor de mármore de Carrara, adornado com imagens de bronze. Tem cinco naves –na principal, as colunas formam bela imagem em perspectiva, da entrada até o altar. Na cripta, capitéis cheios de detalhes e belas abóbadas. Os 30 vitrais, feitos em várias cidades italianas, são divididos em cinco conjuntos de temas bíblicos.



Teatro Municipal – Inaugurado em 1911, em estilo barroco seiscentista, com influência da onda do momento: art nouveau. Já ocuparam seu palco a bailarina Isodora Duncan, em 1961, os tenores Enrico Caruso, em 1917, Beniamino Gigli, em 1921, além de outros consagrados artistas. Foi, literalmente, o palco da Semana Modernista de 1922, na qual se apresentaram Villa-Lobos, Mário de Andrade e Oswald de Andrade. A restauração de 1991 devolveu seus ares nobres das primeiras décadas. Conheça, do lado direito, a praça Ramos de Azevedo, homenagem ao arquiteto que projetou o teatro. As palmeiras, as escadarias, o calçamento e as esculturas sobre a obra de Carlos Gomes, de autoria do italiano Amadeo Zani, são do começo do século.


Palácio das Indústrias – Inaugurado em 1924 como requintado pavilhão de exposição de produtos agroindustriais paulistas. O projeto, de Domiziano Rossi, tem estilo eclético, com fortes traços florentinos. O prédio foi usado como para vários fins governamentais. Em 1992, uma restauração para abrigar a prefeitura – projeto de Lina Bo Bardi, do Masp- devolveu suas características originais.

Museu Paulista – Do Ipiranga – Projetado por Tomaso Gaudenzio Bezzi e inaugurado em 1889. De estilo neoclássico, é um monumento à Independência do Brasil. No enorme acervo, coleções de arqueologia, etnologia e geografia. Mas é na parte histórico que mora seu maior charme: o famoso óleo "Independência ou Morte", de Pedro Américo, esculturas e pinturas de vários artistas famosos, coleção de objetos, móveis, prataria, porcelanas, roupas, cédulas e moedas, selos, armas e documentos de vários períodos históricos brasileiros.

Estação da Luz
Inaugurada em 1º de maio de 1901, teve seu projeto de estilo vitoriano orientado pelo engenheiro F. Ford e todo material utilizado na sua construção importado da Inglaterra.Em 6 de Novembro de 1946 um incêndio quase destruiu a Estação, e o edifício foi reconstruído com sensíveis alterações. Por sua grandiosidade e detalhes arquitetônicos, tornou-se imagem obrigatória em cartões postais da cidade de São Paulo.Em 1982 a Estação foi tombada pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico) da Secretaria de Estado da Cultura.Endereço: Praça da Luz nº 1

Parque Ibirapuera – Ilha verde da cidade, com 1,6 milhão de m2 pontilhados por eucaliptos, guapuruvus, cássias, ipês, palmeiras e outras espécies. As atrações vão de cursos livres de jardinagem e arte moderna a espaço sideral, no Planetário. Além da pista de "cooper", da ciclovia e das dez quadras desportivas, o parque possui quatro museus, entre eles o de Arte Moderna, na grande marquise. Há ainda parte do MAC, os museus do Folclore e da Aeronáutica, e o Pavilhão da Bienal, sede das bienais de arte. Conheça o Pavilhão Japonês, o Viveiro Manequinho Lopes, o Bosque da Leitura e o Jardim das Esculturas, que reúne 25 obras. Na marquise são realizadas feiras de roupas, produtos para casa e doces. Aos domingos, regulamente, shows na praça da Paz, por onde já passaram Tom Jobim, Milton Nascimento, Zubin Mehta e Ray Charles.


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