sábado, 17 de maio de 2008

Minas Gerais




A capital mineira une os atrativos culturais e a vida noturna de uma cidade grande às delícias da tranqüilidades mineira, como um belo pôr-do-sol ou um delicioso doce de leite. Destaca-se como cenário de marcantes obras arquitetônicas da modernidade.
Belô começou a se espalhar aos pés da serra do Curral no final do século passado, quando foi planejada para servir de capital no lugar de Ouro Preto. E assim foi crescendo mineiramente entre as montanhas. Quietinha, a tradicional família mineira foi aderindo à modernidade dos novos tempos: 20 anos antes do sonho de Brasília, a Pampulha já exibia o traço revolucionário de Oscar Niemeyer. E a cidade não dorme cedo, não. BH adora um papo de botequim.

Parque Américo Rená Gianetti – Inaugurado em 1897, surgiu inspirado nos parques franceses da Belle Époque. Principal área de lazer do centro, tem 180 mil m2 de bosques, 2.000 espécies de árvores, orquidário e lago com barcos a remo. Tem mais de 50 espécies de árvores e também diversos equipamentos de lazer: lagos com barcos, charretes, quadras esportivas, área infantil de recreação. Abriga também os teatros Francisco Nunes e Palácio das Artes.

Centro Turístico de Tancredo Neves - Centro de apoio turístico com galeria de exposições e auditório. Conhecida como "Rainha da Sucata" por integrar vários estilos arquitetônicos em seu projeto, integra Conjunto Arquitetônico da Praça da Liberdade.




Museu de Arte da Pampulha - Localizado na Av. Otacílio Negrão de Lima, 16.585, conhecido como "Palácio de Cristal", até 1946 quando funcionava como Cassino, passou a abrigar o Museu em 1956.Possui mais de 1.600 obras de artistas nacionais e internacionais.

OURO PRETO - Ouro preto é única: tesouros da história e da arte colonial estão guardados em seus museus e igrejas e, ao mesmo tempo, a cidade, a 96km de BH, é um patrimônio a céu a aberto. O Carnaval, a Semana Santa e o Festival de Inverno dão vida nova a estas ladeiras.
Igreja Matriz N.S. Pilar - De 1733,uma das mais ricas em ouro e prata do Brasil. Os retábulos laterais e o alter-mor, trabalhados e folheados a ouro, mostram o auge do barroco e da mineração no século XVIII. O esplendor dos 472 anjos e dos 434 kg de ouro que recobrem as tralhas é reforçado pela música barroco que ecoa na igreja. No teto de caixotão em baixo-relevo, a pintura ilusionista da época: da porta principal vê-se o cordeiro sobre a cruz; da capela principal, ele se esconde embaixo dela. A imagem de N. S. dos Passos doados pela Espanha gerou a expressão "conto-do-vigário". Como existia outra matriz – a de N. S. da Conceição –, os párocos disputaram o santo. O vigário de Pilar sugeriu que um burro fosse solto carregando a imagem. Dependendo de seu destino, a escolha estaria feita. O burro rumou direto para Pilar. Tarde demais se descobriu que ele era do padre local. Na sacristia, o Museu da Prataria mostra objetos de arte sacra e um oratório de madeira de Aleijadinho.

Igreja S. Francisco de Assis – Obra-prima dos mestres do barroco mineiro Aleijadinho e Manoel da Costa Athayde, construída entre 1765 e 1810. Aleijadinho fez o projeto. Na portada, dois medalhões de pedra-sabão: um com a imagem de N. S. da Conceição, outro com S. Francisco recebendo as cinco chagas de Cristo no monte Alverne. Os santos, esculturas e pinturas transmitem a aceitação do sofrimento através da imagem da paixão de Cristo e dos votos franciscanos. Também de Aleijadinho o retábulo do altar-mor e o púlpito. No forro da nave, pintura tridimensional de Athayde apresenta N. S. da Conceição cercada de anjos, todos com feições de mulato.


TIRADENTES - Emoldurada pela bela serra de São José, a pequena Tiradentes convida a gostosos passeios por suas ruas. Quem estiver na vizinha São João del Rei pode chegar de maria-fumaça à cidade. Fundada em 1718 ao pé das escarpas avermelhadas da serra de São José, cresceu e enfeitou-se de ouro e prata no período da mineração. Em 1889, a vila de São José do Rio das Mortes virou Tiradentes, em homenagem a seu filho mais ilustre, o alferes Joaquim José da Silva Xavier. A glória do ouro durou quase cem anos. Quando acabou, a pequena vila colonial adormeceu entre as montanhas. E só despertou na década de 20, quando artistas modernistas, entre eles Mário de Andrade e Tarsila do Amaral, se encantaram com seu casario colonial.
Como principais atrações temos a Matriz de S. Antônio de Pádua, a Igreja do Rosário dos Pretos, o Museu Padre Toledo, a Igreja N. S. das Mercês, (construída em taipa pelos descendentes dos escravos os pretos crioulos, no século XVIII. Altar rococó), a Igreja S. João Evangelista (fachada simples e delicada talha rococó no altar) entre outras.

SÃO JOÃO DEL REI - A cidade, ocupando o vale relativamente amplo do Córrego do Lenheiro, se destaca pelo seu acervo colonial, tanto na qualidade como na beleza das construções e das obras barrocas. Na margem esquerda do córrego, próximo à Av. Rui Barbosa, localiza-se um belo conjunto arquitetônico colonial, com velhos sobrados e igrejas situadas geralmente em ruas estreitas, algumas tortuosas, e alguns largos, como o das Mêrces. Do outro lado do Lenheiro (margem direita), intercaladas às vezes com edificações mais modernas, destacam-se diversas construções coloniais.
Igrejas - Destacam-se na cidade, dentre outras, a Catedral Basílica de N.S. do Pilar (construída em 1721)e as igrejas da Ordem Terceira de São Francisco de Assis (construída em 1774), de N.S. do Carmo (datada de 1713), das Mêrces (construída em 1853), do Rosário (datada de 1719), do Nosso Senhor do Bonfim (construída em 1769), de Santo Antônio (datada de 1764) e algumas capelas como a do Senhor dos Montes - construída em 1840 e de Nossa Senhora da Piedade - datada de 1741.O estilo da maioria destas igrejas obedeceu ao que se denomina "barroco mineiro" onde salienta-se a opulência dos altares dourados e a profusão de detalhes arquitetônicos e ornamentais.Os sinos de São João del Rei com seus toques e dobres têm mantido uma linguagem peculiar ainda conhecida de muitos sanjoanenses. Desde os tempos coloniais, os sinos de São João del Rei se transformaram em verdadeiras "Gazetas de Bronze" e, diariamente, noticiam os acontecimentos religiosos.

Nenhum comentário: