COSTA DOS COQUEIROS TEM SOMBRA E ÁGUA FRESCA
A Costa dos Coqueiros, no litoral norte da Bahia, tem 193 quilômetros de belezas, ao longo de toda sua extensão. Começa nos limites de Salvador da Bahia e vai até a paradisíaca Mangue Seco, no extremo nordeste do estado, divisa com Sergipe. Duas rodovias estaduais - a Estrada do Coco e seu prolongamento, a Linha Verde, BA-099 - interligam uma região de ricos ecossistemas, com belíssimas praias entrecortadas por rios e seus estuários, dunas, coqueirais, lagoas, manguezais e uma fauna tipicamente tropical.
O início desta viagem maravilhosa pela Costa dos Coqueiros está bem próximo ao Aeroporto Internacional Dois de Julho, nas belas praias de Ipitanga e Vilas do Atlântico. Na margem direita do Rio Joanes, divisa entre os municípios de Lauro de Freitas e Camaçari, o Terminal Turístico Mãe Mirinha do Portão oferece ao turista diversas opções de restaurantes, pizzarias e um belo passeio, o River Tour, em barco de fiber glass, para conhecer as belezas do local.
Abrantes, Jauá, Arembepe, Barra do Jacuípe, Guarajuba e Itacimirim são localidades turísticas originárias de vilas de pescadores e que atraem, a cada dia, novos investimentos. Todas têm uma característica comum: praias calmas, protegidas por arrecifes e, por trás de uma faixa costeira, rios e lagoas, possibilitando banhos de água doce e salgada. Arembepe destaca-se entre todas por ter sido o paraíso hippie dos anos 60, quando foi visitada por personalidades internacionais, entre elas, Janis Joplin e Mick Jagger. A Praia da Espera, em Itacimirim, também ficou conhecida mundialmente, através da chegada do navegador Amir Klink, depois de uma viagem de 100 dias, a remo, entre o litoral africano e a Bahia.
A Linha Verde - primeira rodovia ecológica do país com 142 quilômetros de extensão, construída a partir de estudos de impacto ambiental - começa na Praia do Forte e termina em Mangue Seco. A Área de Proteção Ambiental do Litoral Norte abrange cinco municípios e diversas localidades da faixa costeira, compreendendo uma área de 1.348 km2.
São os seguintes municípios e suas localidades de praia: Mata de São João (Praia do Forte e Imbassaí), Entre Rios (Porto Sauípe, Massarandupió e Subaúma), Esplanada (Baixio), Conde (Barra do Itariri, Sítio do Conde, Poças, Siribinha e Barra do Itapicuru) e Jandaíra (Costa Azul e Mangue Seco).
A APA do Litoral Norte foi criada pelo Governo do Estado da Bahia, paralela à implantação da Linha Verde, para conservar o patrimônio natural e paisagístico constituído por diversos ecossistemas: manguezais, dunas, restingas, cerrados, lagoas e remanescentes de Mata Atlântica. A Linha Verde veio ampliar as possibilidades de lazer dos baianos e oferecer espaço para o crescimento da infra-estrutura turística no estado, que vem se concretizando através de projetos em implantação na região.
Praia do Forte é o marco zero da Linha Verde, distante 50 km do Aeroporto Internacional Dep. Luiz Eduardo Magalhães, conhecida como a "Polinésia Brasileira", é point do turista chic e must do turismo ecológico. Um lugar que abrange todos os atrativos da Costa dos Coqueiros da Bahia. São doze quilômetros de praias, ideais para a prática de esportes náuticos, delimitadas por dunas e coqueiral, piscinas naturais de água corrente no meio do mar, e mais: o Sítio Histórico do Castelo Garcia D'Ávila, a Reserva de Sapiranga, as corredeiras do Rio Pojuca e uma animada aldeia de pescadores que recebe turistas de braços abertos oferecendo, além dos irresistíveis atrativos naturais, uma infra-estrutura de hotéis e restaurantes de primeiro mundo. É conhecida internacionalmente por ser a sede nacional do projeto de preservação das tartarugas marinhas (Tamar), criado em 1980 pelo Ibama.
Porto Sauípe, Massarandupió, Subaúma e Baixio estão entre as pequenas concentrações urbanas da Linha Verde, no trecho entre Imbassaí e Conde. Originalmente vilas de pescadores, estes lugarejos passam por um processo de desenvolvimento ordenado, onde grandes empreendimentos estão surgindo. Aí estão sendo construídos equipamentos turísticos múltiplos, muitos de categoria internacional e em Massarandupió inaugurou-se uma praia de naturismo.
Imensas dunas encobrindo o coqueiral - um verdadeiro deserto à brasileira - são uma constante na paisagem de Mangue Seco, no extremo Nordeste da Bahia, divisa com Sergipe, distante 242 km de Salvador da Bahia. Em Mangue Seco, como em toda Linha Verde, é verão o ano inteiro. Muito sol, dunas que andam e praias de água cristalina. O vilarejo fica entre a foz do rio Real (que, dia-a-dia, vai escavando suas margens) e as dunas que, com o movimento do vento, avançam como a querer encobrir tudo.
A Costa dos Coqueiros, no litoral norte da Bahia, tem 193 quilômetros de belezas, ao longo de toda sua extensão. Começa nos limites de Salvador da Bahia e vai até a paradisíaca Mangue Seco, no extremo nordeste do estado, divisa com Sergipe. Duas rodovias estaduais - a Estrada do Coco e seu prolongamento, a Linha Verde, BA-099 - interligam uma região de ricos ecossistemas, com belíssimas praias entrecortadas por rios e seus estuários, dunas, coqueirais, lagoas, manguezais e uma fauna tipicamente tropical.
O início desta viagem maravilhosa pela Costa dos Coqueiros está bem próximo ao Aeroporto Internacional Dois de Julho, nas belas praias de Ipitanga e Vilas do Atlântico. Na margem direita do Rio Joanes, divisa entre os municípios de Lauro de Freitas e Camaçari, o Terminal Turístico Mãe Mirinha do Portão oferece ao turista diversas opções de restaurantes, pizzarias e um belo passeio, o River Tour, em barco de fiber glass, para conhecer as belezas do local.
Abrantes, Jauá, Arembepe, Barra do Jacuípe, Guarajuba e Itacimirim são localidades turísticas originárias de vilas de pescadores e que atraem, a cada dia, novos investimentos. Todas têm uma característica comum: praias calmas, protegidas por arrecifes e, por trás de uma faixa costeira, rios e lagoas, possibilitando banhos de água doce e salgada. Arembepe destaca-se entre todas por ter sido o paraíso hippie dos anos 60, quando foi visitada por personalidades internacionais, entre elas, Janis Joplin e Mick Jagger. A Praia da Espera, em Itacimirim, também ficou conhecida mundialmente, através da chegada do navegador Amir Klink, depois de uma viagem de 100 dias, a remo, entre o litoral africano e a Bahia.
A Linha Verde - primeira rodovia ecológica do país com 142 quilômetros de extensão, construída a partir de estudos de impacto ambiental - começa na Praia do Forte e termina em Mangue Seco. A Área de Proteção Ambiental do Litoral Norte abrange cinco municípios e diversas localidades da faixa costeira, compreendendo uma área de 1.348 km2.
São os seguintes municípios e suas localidades de praia: Mata de São João (Praia do Forte e Imbassaí), Entre Rios (Porto Sauípe, Massarandupió e Subaúma), Esplanada (Baixio), Conde (Barra do Itariri, Sítio do Conde, Poças, Siribinha e Barra do Itapicuru) e Jandaíra (Costa Azul e Mangue Seco).
A APA do Litoral Norte foi criada pelo Governo do Estado da Bahia, paralela à implantação da Linha Verde, para conservar o patrimônio natural e paisagístico constituído por diversos ecossistemas: manguezais, dunas, restingas, cerrados, lagoas e remanescentes de Mata Atlântica. A Linha Verde veio ampliar as possibilidades de lazer dos baianos e oferecer espaço para o crescimento da infra-estrutura turística no estado, que vem se concretizando através de projetos em implantação na região.
Praia do Forte é o marco zero da Linha Verde, distante 50 km do Aeroporto Internacional Dep. Luiz Eduardo Magalhães, conhecida como a "Polinésia Brasileira", é point do turista chic e must do turismo ecológico. Um lugar que abrange todos os atrativos da Costa dos Coqueiros da Bahia. São doze quilômetros de praias, ideais para a prática de esportes náuticos, delimitadas por dunas e coqueiral, piscinas naturais de água corrente no meio do mar, e mais: o Sítio Histórico do Castelo Garcia D'Ávila, a Reserva de Sapiranga, as corredeiras do Rio Pojuca e uma animada aldeia de pescadores que recebe turistas de braços abertos oferecendo, além dos irresistíveis atrativos naturais, uma infra-estrutura de hotéis e restaurantes de primeiro mundo. É conhecida internacionalmente por ser a sede nacional do projeto de preservação das tartarugas marinhas (Tamar), criado em 1980 pelo Ibama.
Porto Sauípe, Massarandupió, Subaúma e Baixio estão entre as pequenas concentrações urbanas da Linha Verde, no trecho entre Imbassaí e Conde. Originalmente vilas de pescadores, estes lugarejos passam por um processo de desenvolvimento ordenado, onde grandes empreendimentos estão surgindo. Aí estão sendo construídos equipamentos turísticos múltiplos, muitos de categoria internacional e em Massarandupió inaugurou-se uma praia de naturismo.
Imensas dunas encobrindo o coqueiral - um verdadeiro deserto à brasileira - são uma constante na paisagem de Mangue Seco, no extremo Nordeste da Bahia, divisa com Sergipe, distante 242 km de Salvador da Bahia. Em Mangue Seco, como em toda Linha Verde, é verão o ano inteiro. Muito sol, dunas que andam e praias de água cristalina. O vilarejo fica entre a foz do rio Real (que, dia-a-dia, vai escavando suas margens) e as dunas que, com o movimento do vento, avançam como a querer encobrir tudo.
BAÍA DE TODOS OS SANTOS E GRANDE SALVADOR
A maior e mais bela reentrância da costa brasileira, a Baía de Todos os Santos, tem nada menos que 1.052 km2, abriga 56 ilhas, recebe as águas doces de inúmeros rios e riachos, sendo os principais o Paraguaçu e o Subaé, além de ter debruçada em seu entorno a primeira capital do Brasil e a maior do Nordeste, Salvador da Bahia, e mais de dez municípios.
Maior baía navegável do Brasil e um dos mais favoráveis locais para o lazer náutico das Américas, a Baía de Todos os Santos, hoje, é alvo de grandes investimentos que visam o incremento do turismo e dos esportes náuticos, por reunir excelentes condições, tais como ventos regulares, temperatura média anual de 26° C, águas abrigadas e inúmeros roteiros e cenários históricos naturais.
Salvador dispõe de um moderno parque aquático Wet'n Wild e, no contexto de turismo náutico, a Salvador Bahia Marina, cuja primeira etapa começará a operar com capacidade inicial para 580 embarcações, sendo 390 em água e 150 em seco. Constam ainda do projeto a construção de bacia de atracação; bacia de serviço, hangaragem e instalações de apoio; centro comercial para atividades de lazer e alimentação.
A Marina Porto do Cais, em Periperi (subúrbio de Salvador), deverá entrar em operação a partir de dezembro de 97. Com mais de 400 vagas para embarcações de vários tamanhos, das quais 270 ficarão em galpão coberto, a Porto do Cais oferecerá recursos, a exemplo de energia elétrica, água potável, linha telefônica, canais de tv etc.
A maior e mais bela reentrância da costa brasileira, a Baía de Todos os Santos, tem nada menos que 1.052 km2, abriga 56 ilhas, recebe as águas doces de inúmeros rios e riachos, sendo os principais o Paraguaçu e o Subaé, além de ter debruçada em seu entorno a primeira capital do Brasil e a maior do Nordeste, Salvador da Bahia, e mais de dez municípios.
Maior baía navegável do Brasil e um dos mais favoráveis locais para o lazer náutico das Américas, a Baía de Todos os Santos, hoje, é alvo de grandes investimentos que visam o incremento do turismo e dos esportes náuticos, por reunir excelentes condições, tais como ventos regulares, temperatura média anual de 26° C, águas abrigadas e inúmeros roteiros e cenários históricos naturais.
Salvador dispõe de um moderno parque aquático Wet'n Wild e, no contexto de turismo náutico, a Salvador Bahia Marina, cuja primeira etapa começará a operar com capacidade inicial para 580 embarcações, sendo 390 em água e 150 em seco. Constam ainda do projeto a construção de bacia de atracação; bacia de serviço, hangaragem e instalações de apoio; centro comercial para atividades de lazer e alimentação.
A Marina Porto do Cais, em Periperi (subúrbio de Salvador), deverá entrar em operação a partir de dezembro de 97. Com mais de 400 vagas para embarcações de vários tamanhos, das quais 270 ficarão em galpão coberto, a Porto do Cais oferecerá recursos, a exemplo de energia elétrica, água potável, linha telefônica, canais de tv etc.
COSTA DO DENDÊ TEM REQUINTES INTERNACIONAIS
Um pólo turístico com requintes internacionais, cercado de verde, de águas cristalinas, recifes de corais e fauna multicolorida. Assim é a Costa do Dendê, que abrange os municípios de Valença, Cairu e seu pólo internacional de Morro de São Paulo, Camamu - onde se localiza a terceira maior baía do Brasil, e Maraú. O Morro de São Paulo é o principal povoado da ilha de Tinharé, município de Cairu que, juntamente com o município vizinho de Valença, centralizam as principais atrações da Costa do Dendê.
Morro de São Paulo
Mergulhar, pescar, nadar, caminhar, cavalgar, banhar-se nas piscinas de água salgada ou na fonte de água doce fazem parte de programas irresistíveis no Morro de São Paulo. Descobri-las é quase uma obrigação do turista, incansável de novas aventuras. O Morro abriga diversas tribos, do jet-set internacional ao woodstock tupiniquim, passando por mauricinhos e patricinhas, descolados e nativos, além dos turistas convencionais, gente que anda descalça pelas ruas estreitas e cobertas de areia, que se veste à vontade, que promove alegres e românticos luaus à beira-mar e que convive pacificamente com os nativos pescadores. O Morro é selvagem, primitivo e, ao mesmo tempo, chic, sofisticado. Os 40 quilômetros de belíssimas praias variam entre desertas e muito freqüentadas. A infra-estrutura é de causar inveja aos grandes centros urbanos.
Um pólo turístico com requintes internacionais, cercado de verde, de águas cristalinas, recifes de corais e fauna multicolorida. Assim é a Costa do Dendê, que abrange os municípios de Valença, Cairu e seu pólo internacional de Morro de São Paulo, Camamu - onde se localiza a terceira maior baía do Brasil, e Maraú. O Morro de São Paulo é o principal povoado da ilha de Tinharé, município de Cairu que, juntamente com o município vizinho de Valença, centralizam as principais atrações da Costa do Dendê.
Morro de São Paulo
Mergulhar, pescar, nadar, caminhar, cavalgar, banhar-se nas piscinas de água salgada ou na fonte de água doce fazem parte de programas irresistíveis no Morro de São Paulo. Descobri-las é quase uma obrigação do turista, incansável de novas aventuras. O Morro abriga diversas tribos, do jet-set internacional ao woodstock tupiniquim, passando por mauricinhos e patricinhas, descolados e nativos, além dos turistas convencionais, gente que anda descalça pelas ruas estreitas e cobertas de areia, que se veste à vontade, que promove alegres e românticos luaus à beira-mar e que convive pacificamente com os nativos pescadores. O Morro é selvagem, primitivo e, ao mesmo tempo, chic, sofisticado. Os 40 quilômetros de belíssimas praias variam entre desertas e muito freqüentadas. A infra-estrutura é de causar inveja aos grandes centros urbanos.
Cairu
A foz do rio Una, em forma de delta, é pontilhada por 26 ilhas que formam o arquipélago de Tinharé, sendo as principais Tinharé, Boipeba e Cairu. Nenhum passeio ficaria completo sem uma visita à sede do município, na ilha de Cairu, cujo nome primitivo era Aracajuru - casa do sol. As ruas largas e tranqüilas de Cairu convidam a andar despreocupadamente. O centro histórico, que vai da praça da Matriz até o final da rua Direita, perto do Porto, tem belíssimos sobrados residenciais. Chega-se a Cairu por terra ou por mar.
Valença
Cidade colonial da segunda metade do século 18, Valença detém um valioso patrimônio arquitetônico e cultural, presente nas calçadas com pedras irregulares, nas igrejas que guardam imagens dos séculos 18 e 19, nos sobrados coloniais ou nas ruínas da antiga fábrica de tecidos - a primeira do Brasil que, como consequência, fez surgir a primeira rede hidráulica da Bahia e teve instalado o primeiro gerador movido pela força da água, a Usina Candengo, em 1908. Valença também se destaca pelo seu patrimônio natural, que inclui 15 quilômetros das praias de Guaibim, a cachoeira do Candengo, a Ponta do Curral, o rio Una e seu manguezal. Grande centro artesanal de construção naval localizada nas margens do rio Una é em Valença, onde se pode alugar escunas para passeios pelo arquipélago, até Morro de São Palo e Boipeba.
Ghaibim
As praias de Guaibim - a 17 quilômetros do centro de Valença em estrada asfaltada e servida por linhas de ônibus regular - são, sem dúvida, a principal atração do município de Valença. Situada bem em frente ao Morro de São Paulo, dando início às praias de Guaibim, a Ponta do Curral é uma praia ainda virgem, com acesso por mar ou pela praia, distante 11 quilômetros do centro de Guaibim. A história da Ponta do Curral está diretamente ligada à de Valença. Sítio histórico, onde desembarcaram as primeiras cabeças de gado no Brasil, é outro passeio imperdível. Com porto natural, praia deserta, extensa faixa de areia que avança para o mar, a Ponta do Curral tem sido o passeio ideal para os que desejam ficar a sós. Porém, a partir de janeiro de 1999, este local terá, funcionando, um aeroporto com capacidade para receber boeings e um porto devidamente esruturado.
A foz do rio Una, em forma de delta, é pontilhada por 26 ilhas que formam o arquipélago de Tinharé, sendo as principais Tinharé, Boipeba e Cairu. Nenhum passeio ficaria completo sem uma visita à sede do município, na ilha de Cairu, cujo nome primitivo era Aracajuru - casa do sol. As ruas largas e tranqüilas de Cairu convidam a andar despreocupadamente. O centro histórico, que vai da praça da Matriz até o final da rua Direita, perto do Porto, tem belíssimos sobrados residenciais. Chega-se a Cairu por terra ou por mar.
Valença
Cidade colonial da segunda metade do século 18, Valença detém um valioso patrimônio arquitetônico e cultural, presente nas calçadas com pedras irregulares, nas igrejas que guardam imagens dos séculos 18 e 19, nos sobrados coloniais ou nas ruínas da antiga fábrica de tecidos - a primeira do Brasil que, como consequência, fez surgir a primeira rede hidráulica da Bahia e teve instalado o primeiro gerador movido pela força da água, a Usina Candengo, em 1908. Valença também se destaca pelo seu patrimônio natural, que inclui 15 quilômetros das praias de Guaibim, a cachoeira do Candengo, a Ponta do Curral, o rio Una e seu manguezal. Grande centro artesanal de construção naval localizada nas margens do rio Una é em Valença, onde se pode alugar escunas para passeios pelo arquipélago, até Morro de São Palo e Boipeba.
Ghaibim
As praias de Guaibim - a 17 quilômetros do centro de Valença em estrada asfaltada e servida por linhas de ônibus regular - são, sem dúvida, a principal atração do município de Valença. Situada bem em frente ao Morro de São Paulo, dando início às praias de Guaibim, a Ponta do Curral é uma praia ainda virgem, com acesso por mar ou pela praia, distante 11 quilômetros do centro de Guaibim. A história da Ponta do Curral está diretamente ligada à de Valença. Sítio histórico, onde desembarcaram as primeiras cabeças de gado no Brasil, é outro passeio imperdível. Com porto natural, praia deserta, extensa faixa de areia que avança para o mar, a Ponta do Curral tem sido o passeio ideal para os que desejam ficar a sós. Porém, a partir de janeiro de 1999, este local terá, funcionando, um aeroporto com capacidade para receber boeings e um porto devidamente esruturado.
Maraú
A península de Maraú fica em uma das extremidades da baía de Camamu, Baixo Sul da Bahia. É uma região que somente agora desponta para o turismo, especialmente o ecológico. Na região existem 40 quilômetros de praias primitivas, piscinas em arrecifes de coral, coqueiros, cachoeiras, ilhas e manguezal. O potencial natural do município de Maraú tem na localidade de Barra Grande o principal núcleo turístico.
As pousadas oferecem conforto, dentro do estilo rústico com sofisticação. Os restaurantes servem uma grande variedade de frutos do mar da região. As vilas e povoados se caracterizam pelas atividades da pesca e da construção artesanal de embarcações. Tranqüilidade à beira-mar é o que Maraú oferece ao visitante, ideal para quem busca sossego e um belo local para repousar.
A península de Maraú fica em uma das extremidades da baía de Camamu, Baixo Sul da Bahia. É uma região que somente agora desponta para o turismo, especialmente o ecológico. Na região existem 40 quilômetros de praias primitivas, piscinas em arrecifes de coral, coqueiros, cachoeiras, ilhas e manguezal. O potencial natural do município de Maraú tem na localidade de Barra Grande o principal núcleo turístico.
As pousadas oferecem conforto, dentro do estilo rústico com sofisticação. Os restaurantes servem uma grande variedade de frutos do mar da região. As vilas e povoados se caracterizam pelas atividades da pesca e da construção artesanal de embarcações. Tranqüilidade à beira-mar é o que Maraú oferece ao visitante, ideal para quem busca sossego e um belo local para repousar.
ECOTURISMO E AVENTURAS NA COSTA DO CACAU
A Costa do Cacau, no litoral sul da Bahia, entre os municípios de Itacaré e Canavieiras, preserva verdadeiros santuários ecológicos tropicais: dezenas de quilômetros de praias -algumas quase desertas-, com densos coqueirais, se aliam à variedade da vegetação, desde a Mata Atlântica nativa a grandes áreas de manguezal e belíssimas fazendas de cacau que, inclusive, já serviram de cenário para filmes e novelas de televisão.
Uma cavalgada à beira-mar, um passeio de barco pelo delta de Ilhéus ou na barra do rio Pardo, uma estação de águas na Estância Hidromineral de Olivença, uma visita ao Projeto de Preservação do Mico-Leão de Cara Dourada ou uma energização nas areias monazíticas de Canavieiras fazem parte dos muitos roteiros turísticos da região.
O turismo na Costa do Cacau desenvolve-se a passos largos, com investimentos de empresários nacionais e estrangeiros - especialmente suíços e franceses - e incentivos fiscais oferecidos pelas prefeituras municipais para quem investir no setor. Nos últimos anos, a oferta de serviços e infra-estrutura de qualidade cresceu na proporção da demanda da alta estação turística - entre novembro e fevereiro. O carro-chefe da hotelaria é o hotel Transamérica Ilha de Comandatuba, o maior resort da América do Sul, porém há opções de hospedagem para todos os gostos e bolsos.
A Costa do Cacau, no litoral sul da Bahia, entre os municípios de Itacaré e Canavieiras, preserva verdadeiros santuários ecológicos tropicais: dezenas de quilômetros de praias -algumas quase desertas-, com densos coqueirais, se aliam à variedade da vegetação, desde a Mata Atlântica nativa a grandes áreas de manguezal e belíssimas fazendas de cacau que, inclusive, já serviram de cenário para filmes e novelas de televisão.
Uma cavalgada à beira-mar, um passeio de barco pelo delta de Ilhéus ou na barra do rio Pardo, uma estação de águas na Estância Hidromineral de Olivença, uma visita ao Projeto de Preservação do Mico-Leão de Cara Dourada ou uma energização nas areias monazíticas de Canavieiras fazem parte dos muitos roteiros turísticos da região.
O turismo na Costa do Cacau desenvolve-se a passos largos, com investimentos de empresários nacionais e estrangeiros - especialmente suíços e franceses - e incentivos fiscais oferecidos pelas prefeituras municipais para quem investir no setor. Nos últimos anos, a oferta de serviços e infra-estrutura de qualidade cresceu na proporção da demanda da alta estação turística - entre novembro e fevereiro. O carro-chefe da hotelaria é o hotel Transamérica Ilha de Comandatuba, o maior resort da América do Sul, porém há opções de hospedagem para todos os gostos e bolsos.

Canavieiras
Sete ilhas marítimas, entre elas a de atalaia, e diversas fluviais, dezessete quilômetros de praias, coqueiral, reserva de Mata Atlântica e áreas de manguezal que abrigam garças, papagaios, periquitos, gaivotas e andorinhas entre a variada e rara fauna silvestre, formam a beleza cênica de Canavieiras. Na ilha de Atalaia e em certos trechos da Praia da Costa é possível cuidar da saúde nas areis monazíticas. Publicações especializadas destacam Canavieiras como o maior pesqueiro natural de robalo (um peixe de carne nobre) do Brasil, o que atrai para o lugar esportistas adeptos da pesca. A fartura de frutos do mar, do rio e do mangue - caranguejos, ostras, siris, lambretas, camarões, lagostas e peixes de várias espécies - faz de Canavieiras um paraíso gastronômico.
Sete ilhas marítimas, entre elas a de atalaia, e diversas fluviais, dezessete quilômetros de praias, coqueiral, reserva de Mata Atlântica e áreas de manguezal que abrigam garças, papagaios, periquitos, gaivotas e andorinhas entre a variada e rara fauna silvestre, formam a beleza cênica de Canavieiras. Na ilha de Atalaia e em certos trechos da Praia da Costa é possível cuidar da saúde nas areis monazíticas. Publicações especializadas destacam Canavieiras como o maior pesqueiro natural de robalo (um peixe de carne nobre) do Brasil, o que atrai para o lugar esportistas adeptos da pesca. A fartura de frutos do mar, do rio e do mangue - caranguejos, ostras, siris, lambretas, camarões, lagostas e peixes de várias espécies - faz de Canavieiras um paraíso gastronômico.
Itacaré
Sua posição geográfica propícia a formação de grandes ondas, as maiores da Bahia, e de boa qualidade; entre os surfistas ela é conhecida como surf-city. Pertencendo à APA Itacaré/Serra Grande, as pequenas praias em forma de concha, a barra do Rio de Contas, a Reserva Ecológica de Prainha, o manguezal e a Mata Atlântica fazem parte do elenco de atrações ecológicas do município. As praias do norte, ao lado esquerdo da foz do Rio de Contas são, na sua maioria, alçadas apenas por barcos. Os veículos que transitam nas inúmeras trilhas do município, do tipo off- road com tração, atravessam riachos, grandes trechos de praia, matas e cachoeiras, favorecendo um contato direto com belíssimas paisagens ainda primitivas deste santuário ecológico.
Sua posição geográfica propícia a formação de grandes ondas, as maiores da Bahia, e de boa qualidade; entre os surfistas ela é conhecida como surf-city. Pertencendo à APA Itacaré/Serra Grande, as pequenas praias em forma de concha, a barra do Rio de Contas, a Reserva Ecológica de Prainha, o manguezal e a Mata Atlântica fazem parte do elenco de atrações ecológicas do município. As praias do norte, ao lado esquerdo da foz do Rio de Contas são, na sua maioria, alçadas apenas por barcos. Os veículos que transitam nas inúmeras trilhas do município, do tipo off- road com tração, atravessam riachos, grandes trechos de praia, matas e cachoeiras, favorecendo um contato direto com belíssimas paisagens ainda primitivas deste santuário ecológico.
ONDE TUDO COMEÇOU
A paisagem descrita na primeira reportagem turística sobre a Bahia, escrita há quase 500 anos, permanece deslumbrante e praticamente inalterada em toda a Costa do Descobrimento. O ilustre "jornalista" português, Pero Vaz de Caminha - que integrava a esquadra do navegador-descobridor Pedro Álvares Cabral -, encantado com a paisagem da região, escreveu ao rei de Portugal contando com detalhes os encantos do paraíso descoberto.
Da Barra do rio Caí, no município de Prado, passando pelo Parque Nacional de Monte Pascoal, Caraíva, Trancoso, Arraial d'Ajuda, Porto Seguro, Coroa Vermelha e pela foz do rio João de Tiba, em Santa Cruz Cabrália, a Costa do Descobrimento reserva surpresas encantadoras que mexem com as emoções de quem a visita e faz nascer a vontade de redescobrir o Brasil.
A atmosfera mágica que envolve os turistas hoje é a mesma que encantou os portugueses em 1500, nos primeiros contatos com a terra e seus habitantes, os índios tupis da tribo pataxó. 150 Km de Praias, enseadas, baías, falésias, inúmeros rios e riachos destacam-se na paisagem sempre contornada pelo verde de coqueirais, manguezais e Mata Atlântica.
Ao lado das belezas naturais, as sedes municipais de Porto Seguro - principal cidade da Costa do Descobrimento - e Santa Cruz Cabrália oferecem infra-estrutura, equipamentos e serviços de primeiro mundo, com restaurantes e hotéis premiados internacionalmente, mais de quinze mil leitos, diversas agências bancárias e um aeroporto que recebe até vôos internacionais.
De automóvel, ônibus, navio ou avião, todos os caminhos levam a Porto Seguro, ponto de partida para quem deseja conhecer "ao vivo e a cores" as primeiras páginas da história do Brasil, passear ou para quem quer simplesmente relaxar, sair da rotina e esquecer que existe alguma coisa além das belas paisagens marinhas com direito a um céu muito azul e um sol de verão que brilha o ano inteiro.
A paisagem descrita na primeira reportagem turística sobre a Bahia, escrita há quase 500 anos, permanece deslumbrante e praticamente inalterada em toda a Costa do Descobrimento. O ilustre "jornalista" português, Pero Vaz de Caminha - que integrava a esquadra do navegador-descobridor Pedro Álvares Cabral -, encantado com a paisagem da região, escreveu ao rei de Portugal contando com detalhes os encantos do paraíso descoberto.
Da Barra do rio Caí, no município de Prado, passando pelo Parque Nacional de Monte Pascoal, Caraíva, Trancoso, Arraial d'Ajuda, Porto Seguro, Coroa Vermelha e pela foz do rio João de Tiba, em Santa Cruz Cabrália, a Costa do Descobrimento reserva surpresas encantadoras que mexem com as emoções de quem a visita e faz nascer a vontade de redescobrir o Brasil.
A atmosfera mágica que envolve os turistas hoje é a mesma que encantou os portugueses em 1500, nos primeiros contatos com a terra e seus habitantes, os índios tupis da tribo pataxó. 150 Km de Praias, enseadas, baías, falésias, inúmeros rios e riachos destacam-se na paisagem sempre contornada pelo verde de coqueirais, manguezais e Mata Atlântica.
Ao lado das belezas naturais, as sedes municipais de Porto Seguro - principal cidade da Costa do Descobrimento - e Santa Cruz Cabrália oferecem infra-estrutura, equipamentos e serviços de primeiro mundo, com restaurantes e hotéis premiados internacionalmente, mais de quinze mil leitos, diversas agências bancárias e um aeroporto que recebe até vôos internacionais.
De automóvel, ônibus, navio ou avião, todos os caminhos levam a Porto Seguro, ponto de partida para quem deseja conhecer "ao vivo e a cores" as primeiras páginas da história do Brasil, passear ou para quem quer simplesmente relaxar, sair da rotina e esquecer que existe alguma coisa além das belas paisagens marinhas com direito a um céu muito azul e um sol de verão que brilha o ano inteiro.
AVENTURA SUBMARINA NA COSTA DAS BALEIAS
Mergulhar nas águas mornas e cristalinas do Arquipélago dos Abrolhos, no extremo sul da Bahia, faz parte de uma aventura ecoturística inesquecível. As opções são surpreendentes, o turista poderá assistir ao emocionante espetáculo aquático das baleias-jubarte, explorar navios naufragados e cavernas submarinas em mergulhos orientados, vislumbrar recifes de corais raros como o "cérebro", ou simplesmente admirar uma das mais belas paisagens marinhas da costa brasileira.
Tudo isto e muito mais fica na Costa das Baleias. Seu maior atrativo, o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, primeiro parque brasileiro do gênero, abriga um conjunto de recifes de corais, ilhas vulcânicas, manguezais e canais de maré. A maior área abrange o Parcel e o Arquipélago dos Abrolhos, distante 32 milhas náuticas ou 59 km da costa, em seu ponto mais próximo à cidade de Caravelas, e 84 km de Alcobaça.
A biodiversidade da região dos Abrolhos fascina ecologistas, estudiosos e turistas em geral. Basta lembrar que em Abrolhos há uma das maiores concentrações de peixes - tanto em quantidade como em variedade - por metro quadrado do planeta. O mundo submarino é povoado por corais de rara beleza, num total de 17 espécies que formam um ambiente propício a inúmeras outras espécies da fauna marinha. "Balear" ou observar baleias é o lazer preferido de centenas de turistas que chegam para a temporada das jubartes, entre julho e novembro, quando elas migram da Antártida para Abrolhos, numa população estimada entre 1000 e 1300 baleias. Os principais portões de entrada para Abrolhos estão nas cidades de Alcobaça, Caravelas e em Nova Viçosa e Mucuri.
Mergulhar nas águas mornas e cristalinas do Arquipélago dos Abrolhos, no extremo sul da Bahia, faz parte de uma aventura ecoturística inesquecível. As opções são surpreendentes, o turista poderá assistir ao emocionante espetáculo aquático das baleias-jubarte, explorar navios naufragados e cavernas submarinas em mergulhos orientados, vislumbrar recifes de corais raros como o "cérebro", ou simplesmente admirar uma das mais belas paisagens marinhas da costa brasileira.
Tudo isto e muito mais fica na Costa das Baleias. Seu maior atrativo, o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, primeiro parque brasileiro do gênero, abriga um conjunto de recifes de corais, ilhas vulcânicas, manguezais e canais de maré. A maior área abrange o Parcel e o Arquipélago dos Abrolhos, distante 32 milhas náuticas ou 59 km da costa, em seu ponto mais próximo à cidade de Caravelas, e 84 km de Alcobaça.
A biodiversidade da região dos Abrolhos fascina ecologistas, estudiosos e turistas em geral. Basta lembrar que em Abrolhos há uma das maiores concentrações de peixes - tanto em quantidade como em variedade - por metro quadrado do planeta. O mundo submarino é povoado por corais de rara beleza, num total de 17 espécies que formam um ambiente propício a inúmeras outras espécies da fauna marinha. "Balear" ou observar baleias é o lazer preferido de centenas de turistas que chegam para a temporada das jubartes, entre julho e novembro, quando elas migram da Antártida para Abrolhos, numa população estimada entre 1000 e 1300 baleias. Os principais portões de entrada para Abrolhos estão nas cidades de Alcobaça, Caravelas e em Nova Viçosa e Mucuri.
SERTÃO
Conhecer os locais onde travaram-se os combates da Guerra de Canudos, trilhando o roteiro das milícias republicanas, e aproveitar a deslumbrante paisagem, são algumas das opções para os turistas que visitam as cidades de Canudos, a 410 km de Salvador; Monte Santo, a 370 km da capital; e Euclides da Cunha, a cerca de 320 km de Salvador da Bahia.
Canudos
Mesmo sendo uma área castigada pela seca e economicamente pobre, a região tem belezas naturais realçadas pelas diversas serras, vegetação típica, aves raras e um povo com características marcantes. Foi próximo a algumas dessas serras, a de Cocorobó, Poço de Cima e Canabrava, de um lado, e do outro o Alto da Favela, sobre o Vale do rio Vaza-Barris, que surgiu o Povoado de Belo Monte, mais tarde conhecido como Canudos, palco de uma guerra sangrenta que uniu ódio, religiosidade e misticismo, abalando o sertão baiano, com reflexos na República.
Hoje, na área onde existiu a cidade edificada pelo carismático e místico, Antônio Conselheiro, está o açude de Cocorobó que, nas épocas de seca, expõe, nuas e cruas, as ruínas da antiga Canudos. O local é belíssimo, principalmente no final da tarde, quando o sol se põe, valendo uma pausa para a contemplação. A serra do Cocorobó parece montar guarda diante da bela paisagem. Um local convidativo, mas que ainda não foi totalmente descoberto pelos que gostam do turismo ecológico.
Conhecer os locais onde travaram-se os combates da Guerra de Canudos, trilhando o roteiro das milícias republicanas, e aproveitar a deslumbrante paisagem, são algumas das opções para os turistas que visitam as cidades de Canudos, a 410 km de Salvador; Monte Santo, a 370 km da capital; e Euclides da Cunha, a cerca de 320 km de Salvador da Bahia.
Canudos
Mesmo sendo uma área castigada pela seca e economicamente pobre, a região tem belezas naturais realçadas pelas diversas serras, vegetação típica, aves raras e um povo com características marcantes. Foi próximo a algumas dessas serras, a de Cocorobó, Poço de Cima e Canabrava, de um lado, e do outro o Alto da Favela, sobre o Vale do rio Vaza-Barris, que surgiu o Povoado de Belo Monte, mais tarde conhecido como Canudos, palco de uma guerra sangrenta que uniu ódio, religiosidade e misticismo, abalando o sertão baiano, com reflexos na República.
Hoje, na área onde existiu a cidade edificada pelo carismático e místico, Antônio Conselheiro, está o açude de Cocorobó que, nas épocas de seca, expõe, nuas e cruas, as ruínas da antiga Canudos. O local é belíssimo, principalmente no final da tarde, quando o sol se põe, valendo uma pausa para a contemplação. A serra do Cocorobó parece montar guarda diante da bela paisagem. Um local convidativo, mas que ainda não foi totalmente descoberto pelos que gostam do turismo ecológico.
Cipó e Caldas do Jorro
Imagine, em pleno sertão baiano, uma região agreste porém bela, onde predomina a falta d'água, encontrar cidades como Cipó e Caldas do Jorro, estâncias hidrominerais que mais parecem oásis. Estas cidades assemelham-se a bonitos jardins que emergem em plena caatinga, como uma dádiva para aqueles que procuram se refugiar em locais agradáveis, próprios para o turismo.
Situada à margem direita do rio Itapicuru, Cipó fica a 242 km de Salvador, no nordeste baiano, e ainda guarda resquícios de tempos áureos, da década de 50, época dos cassinos que impulsionaram por algum tempo o turismo na região. A importância desta estância no cenário nacional pode ser avaliada com a inauguração do Grande Hotel Caldas de Cipó. Empreendimento grandioso que até hoje chama a atenção pela imponência de sua arquitetura, o hotel levou oito anos para ser totalmente construído e foi inaugurado em 24 de junho de 1952, pelo então presidente da República Getúlio Vargas.
Caldas do Jorro é outra famosa estância hidromineral baiana. Está localizada no município de Tucano, a 248 km de Salvador, e dispõe de uma situação topográfica peculiar. Jorro foi edificado numa planície, uma convidativa esplanada onde, em 1948, o Conselho Nacional do Petróleo perfurou um poço com 1.864 metros de profundidade mas, ao invés de petróleo, encontrou água termal com uma temperatura de 48ºC. Jorro e Cipó encantam pela água que cura.
Monte Santo
Monte Santo, outra importante cidade do sertão, tem carisma. Situada em local sagrado ao pé do monte, a cidade tem na religiosidade um dos pontos fortes. Peregrinos de todas as partes sobem a serra para pagar promessas, muitas vezes de joelhos e com pedras na cabeça, numa demonstração de fé e abnegação. Subir a serra, fazendo o Caminho da Santa Cruz, é ato obrigatório para todos que visitam a cidade. O percurso, de quase 4 km, é muito íngreme e é todo construído em pedra, ladeado por uma balaustrada. Ao longo do caminho, encontram-se 23 capelas de alvenaria que representam os quadros da Via Sacra de Cristo. Aconselha-se a utilizar tênis confortáveis e roupas leves para os que não têm costume de fazer longas caminhadas.
A paisagem do alto do monte é belíssima. Dá para avistar toda a cidade, os vales e montanhas que circundam o município. À medida em que o visitante vai subindo a serra, o clima vai ficando mais ameno e a brisa no rosto provoca um sensação de bem-estar e prazer. É comum, no caminho, encontrar romeiros idosos, jovens, e até crianças, que fazem o percurso com facilidade, repetindo um costume de seus ancestrais. Muitos habitantes das fazendas e povoados próximos não dispensam uma visita durante a semana ao Monte Santo para agradecer a Santa Cruz pelo milagre alcançado. Como parte do ritual, muitos soltam morteiros ao chegar a uma capela e, quando termina o caminho, arrodeiam três vezes a igreja antes de entrar e rezar.
Imagine, em pleno sertão baiano, uma região agreste porém bela, onde predomina a falta d'água, encontrar cidades como Cipó e Caldas do Jorro, estâncias hidrominerais que mais parecem oásis. Estas cidades assemelham-se a bonitos jardins que emergem em plena caatinga, como uma dádiva para aqueles que procuram se refugiar em locais agradáveis, próprios para o turismo.
Situada à margem direita do rio Itapicuru, Cipó fica a 242 km de Salvador, no nordeste baiano, e ainda guarda resquícios de tempos áureos, da década de 50, época dos cassinos que impulsionaram por algum tempo o turismo na região. A importância desta estância no cenário nacional pode ser avaliada com a inauguração do Grande Hotel Caldas de Cipó. Empreendimento grandioso que até hoje chama a atenção pela imponência de sua arquitetura, o hotel levou oito anos para ser totalmente construído e foi inaugurado em 24 de junho de 1952, pelo então presidente da República Getúlio Vargas.
Caldas do Jorro é outra famosa estância hidromineral baiana. Está localizada no município de Tucano, a 248 km de Salvador, e dispõe de uma situação topográfica peculiar. Jorro foi edificado numa planície, uma convidativa esplanada onde, em 1948, o Conselho Nacional do Petróleo perfurou um poço com 1.864 metros de profundidade mas, ao invés de petróleo, encontrou água termal com uma temperatura de 48ºC. Jorro e Cipó encantam pela água que cura.
Monte Santo
Monte Santo, outra importante cidade do sertão, tem carisma. Situada em local sagrado ao pé do monte, a cidade tem na religiosidade um dos pontos fortes. Peregrinos de todas as partes sobem a serra para pagar promessas, muitas vezes de joelhos e com pedras na cabeça, numa demonstração de fé e abnegação. Subir a serra, fazendo o Caminho da Santa Cruz, é ato obrigatório para todos que visitam a cidade. O percurso, de quase 4 km, é muito íngreme e é todo construído em pedra, ladeado por uma balaustrada. Ao longo do caminho, encontram-se 23 capelas de alvenaria que representam os quadros da Via Sacra de Cristo. Aconselha-se a utilizar tênis confortáveis e roupas leves para os que não têm costume de fazer longas caminhadas.
A paisagem do alto do monte é belíssima. Dá para avistar toda a cidade, os vales e montanhas que circundam o município. À medida em que o visitante vai subindo a serra, o clima vai ficando mais ameno e a brisa no rosto provoca um sensação de bem-estar e prazer. É comum, no caminho, encontrar romeiros idosos, jovens, e até crianças, que fazem o percurso com facilidade, repetindo um costume de seus ancestrais. Muitos habitantes das fazendas e povoados próximos não dispensam uma visita durante a semana ao Monte Santo para agradecer a Santa Cruz pelo milagre alcançado. Como parte do ritual, muitos soltam morteiros ao chegar a uma capela e, quando termina o caminho, arrodeiam três vezes a igreja antes de entrar e rezar.
Paulo Afonso
Entre as cidades do sertão baiano, Paulo Afonso, a 480 km de Salvador, é a mais bem estruturada para o turismo, principalmente para o ecoturismo e turismo de aventuras, com a prática de esportes radicais. A cidade, hoje uma ilha artificial, é privilegiada pela natureza. Além das usinas e represas construídas pelo homem, Paulo Afonso foi agraciada com paisagens belíssimas, que muitas vezes parecem ter sido retiradas de algum filme. As formações rochosas, os canyons do Velho Chico e a bela visão das cachoeiras, mesmo sem ser época de cheias, são deslumbrantes. Os jardins, lagos e usinas formam um belo contraste, fazendo com que a "terra da energia" seja uma atração que não deve deixar de ser vista. Além das belezas naturais, Paulo Afonso oferece vida noturna, eventos náuticos e uma localização estratégica, fazendo divisa com Alagoas, Sergipe e Pernambuco, aumentando ainda mais as peculiaridades da região, favorecida por uma mistura de culturas nordestinas.
Entre as cidades do sertão baiano, Paulo Afonso, a 480 km de Salvador, é a mais bem estruturada para o turismo, principalmente para o ecoturismo e turismo de aventuras, com a prática de esportes radicais. A cidade, hoje uma ilha artificial, é privilegiada pela natureza. Além das usinas e represas construídas pelo homem, Paulo Afonso foi agraciada com paisagens belíssimas, que muitas vezes parecem ter sido retiradas de algum filme. As formações rochosas, os canyons do Velho Chico e a bela visão das cachoeiras, mesmo sem ser época de cheias, são deslumbrantes. Os jardins, lagos e usinas formam um belo contraste, fazendo com que a "terra da energia" seja uma atração que não deve deixar de ser vista. Além das belezas naturais, Paulo Afonso oferece vida noturna, eventos náuticos e uma localização estratégica, fazendo divisa com Alagoas, Sergipe e Pernambuco, aumentando ainda mais as peculiaridades da região, favorecida por uma mistura de culturas nordestinas.

SÃO FRANCISCO
Desde os longínquos tempos da ocupação das terras portuguesas pelos bandeirantes até os dias de hoje - quando milhares de hectares de terra, ao longo do vale do São Francisco, são ocupados pelos projetos de agricultura irrigada, o "caminho d'água do sertão" continua sendo a principal referência geográfica de tantos quantos tenham atravessado o sertão baiano.
A Bahia é o estado brasileiro que possui a maior extensão do rio São Francisco, às margens do qual despontam importantes cidades, a exemplo de Juazeiro, Paulo Afonso, Bom Jesus da Lapa, Remanso, Ibotirama, Xique-Xique, e o maior lago do mundo, Sobradinho.
O fascínio pelo Velho Chico não é à toa. Desde o dia 04 de outubro de 1501, quando foi descoberto por André Gonçalves e Américo Vespúcio, foi batizado com o nome de São Francisco de Assis e reconhecida sua importância econômica e como meio de acesso ao sertão. Com uma extensão de 3.200 km - desde a nascente na Serra da Canastra, em Minas Gerais, até a foz, em Penedo, Alagoas -, sua bacia abrange uma área de 630 mil km².
Xique-Xique
A cidade de Xique-Xique, hoje com 50 mil habitantes, desponta com um novo tesouro: o turismo ecológico. Um turismo diferenciado, dirigido a turistas não convencionais, que têm na natureza sua principal atração. E não faltam belezas naturais em Xique-Xique, que está localizada à margem direita do lendário rio São Francisco.
Desde os longínquos tempos da ocupação das terras portuguesas pelos bandeirantes até os dias de hoje - quando milhares de hectares de terra, ao longo do vale do São Francisco, são ocupados pelos projetos de agricultura irrigada, o "caminho d'água do sertão" continua sendo a principal referência geográfica de tantos quantos tenham atravessado o sertão baiano.
A Bahia é o estado brasileiro que possui a maior extensão do rio São Francisco, às margens do qual despontam importantes cidades, a exemplo de Juazeiro, Paulo Afonso, Bom Jesus da Lapa, Remanso, Ibotirama, Xique-Xique, e o maior lago do mundo, Sobradinho.
O fascínio pelo Velho Chico não é à toa. Desde o dia 04 de outubro de 1501, quando foi descoberto por André Gonçalves e Américo Vespúcio, foi batizado com o nome de São Francisco de Assis e reconhecida sua importância econômica e como meio de acesso ao sertão. Com uma extensão de 3.200 km - desde a nascente na Serra da Canastra, em Minas Gerais, até a foz, em Penedo, Alagoas -, sua bacia abrange uma área de 630 mil km².
Xique-Xique
A cidade de Xique-Xique, hoje com 50 mil habitantes, desponta com um novo tesouro: o turismo ecológico. Um turismo diferenciado, dirigido a turistas não convencionais, que têm na natureza sua principal atração. E não faltam belezas naturais em Xique-Xique, que está localizada à margem direita do lendário rio São Francisco.
Juazeiro
A cidade de Juazeiro, antigo "porto de passagem" de tropeiros e comerciantes que se embrenharam pelo sertão, exibe, no registro da história, os frondosos pés de juazeiro - nome que deu origem ao município - e alguns monumentos da arquitetura civil do século passado, que comprovam o próspero comércio que se desenvolveu às margens do São Francisco, no principal ponto de divisa entre os estados da Bahia e Pernambuco.
Juazeiro transformou-se em um moderno pólo agro-industrial com intensa atividade de exportação. A cidade modernizou-se com a urbanização da orla fluvial e com o novo visual dos arcos da ponte Eurico Gaspar Dutra, agora ocupados por pequenos bares e restaurantes.
A cidade de Juazeiro, antigo "porto de passagem" de tropeiros e comerciantes que se embrenharam pelo sertão, exibe, no registro da história, os frondosos pés de juazeiro - nome que deu origem ao município - e alguns monumentos da arquitetura civil do século passado, que comprovam o próspero comércio que se desenvolveu às margens do São Francisco, no principal ponto de divisa entre os estados da Bahia e Pernambuco.
Juazeiro transformou-se em um moderno pólo agro-industrial com intensa atividade de exportação. A cidade modernizou-se com a urbanização da orla fluvial e com o novo visual dos arcos da ponte Eurico Gaspar Dutra, agora ocupados por pequenos bares e restaurantes.
Bom Jesus da Lapa
A cidade de Bom Jesus da Lapa, na margem direita do rio São Francisco, recebe todos os anos, entre julho e setembro, a visita de mais de 700 mil pessoas que, em romaria, pedem e agradecem graças alcançadas. O santuário de Bom Jesus da Lapa, uma verdadeira igreja, fica em uma das 15 grutas existentes no Morro da Lapa, descoberta no século 17 por um monge.
A cidade de Bom Jesus da Lapa, na margem direita do rio São Francisco, recebe todos os anos, entre julho e setembro, a visita de mais de 700 mil pessoas que, em romaria, pedem e agradecem graças alcançadas. O santuário de Bom Jesus da Lapa, uma verdadeira igreja, fica em uma das 15 grutas existentes no Morro da Lapa, descoberta no século 17 por um monge.
Ibotirama
Ibotirama, que fica a 650 km de Salvador, é verdadeiro celeiro de diversos tipos de peixes, uma variedade espetacular que vai desde o surubim (pintado), maior vedete do rio São Francisco, até o estranho pocomã - um peixe pequeno e com formas arredondadas. O município tem 23 mil habitantes e 15 mil na sede, fica no oeste baiano e atrai, todos os anos, centenas de pescadores.
Ibotirama, que fica a 650 km de Salvador, é verdadeiro celeiro de diversos tipos de peixes, uma variedade espetacular que vai desde o surubim (pintado), maior vedete do rio São Francisco, até o estranho pocomã - um peixe pequeno e com formas arredondadas. O município tem 23 mil habitantes e 15 mil na sede, fica no oeste baiano e atrai, todos os anos, centenas de pescadores.
Paulo Afonso
Em Paulo Afonso, a abertura da cachoeira acontece sempre num fim de semana, liberando cerca de 3,6 mil metros cúbicos por segundo, um espetáculo extasiante e indescritível. A água despenca de uma altura de mais de 80 metros, com uma força gigantesca, chega a levantar uma nuvem de gotículas e o barulho das águas pode ser ouvido a grande distância. O turista terá a oportunidade de presenciar uma verdadeira festa das águas, quando reaparece o Véu de Noiva, os saltos do Croatá, além de outras corredeiras de Paulo Afonso. Da Ilha do Urubu (um dos mirantes do complexo), a vista é magnífica, onde pode-se contemplar as águas que rolam sem parar. Paulo Afonso é uma das mais bem estruturadas cidades da região do São Francisco, dispondo dos mais variados serviços e bons hotéis.
Sobradinho
O maior lago artificial do mundo é formado pelo Rio São Francisco. O Lago ou Barragem do Sobradinho, como também é conhecido, é a maior atração turística do município do mesmo nome, tem uma área de 4 mil quilômetros quadrados de espelho d'água e capacidade de armazenamento de 34 bilhões de metros cúbicos de água.
A facilidade de acesso ao público incentivou a prática de esportes náuticos que vem se intensificando, especialmente a vela-hobbie-cat, laser, wind-surf e jet-ski. A pesca do surubim é outra atividade de lazer que atrai pescadores amadores e profissionais, além de se constituir uma importante atividade econômica.
Em Paulo Afonso, a abertura da cachoeira acontece sempre num fim de semana, liberando cerca de 3,6 mil metros cúbicos por segundo, um espetáculo extasiante e indescritível. A água despenca de uma altura de mais de 80 metros, com uma força gigantesca, chega a levantar uma nuvem de gotículas e o barulho das águas pode ser ouvido a grande distância. O turista terá a oportunidade de presenciar uma verdadeira festa das águas, quando reaparece o Véu de Noiva, os saltos do Croatá, além de outras corredeiras de Paulo Afonso. Da Ilha do Urubu (um dos mirantes do complexo), a vista é magnífica, onde pode-se contemplar as águas que rolam sem parar. Paulo Afonso é uma das mais bem estruturadas cidades da região do São Francisco, dispondo dos mais variados serviços e bons hotéis.
Sobradinho
O maior lago artificial do mundo é formado pelo Rio São Francisco. O Lago ou Barragem do Sobradinho, como também é conhecido, é a maior atração turística do município do mesmo nome, tem uma área de 4 mil quilômetros quadrados de espelho d'água e capacidade de armazenamento de 34 bilhões de metros cúbicos de água.
A facilidade de acesso ao público incentivou a prática de esportes náuticos que vem se intensificando, especialmente a vela-hobbie-cat, laser, wind-surf e jet-ski. A pesca do surubim é outra atividade de lazer que atrai pescadores amadores e profissionais, além de se constituir uma importante atividade econômica.
RECÔNCAVO BAIANO OFERECE OPÇÕES DE HISTÓRIA, CULTURA E LAZER PERTO DA CAPITAL
No dicionário, Recôncavo significa terra circunvizinha a um porto; na Bahia, a palavra Recôncavo ganhou nova dimensão, com inicial maiúscula, denominando uma bela região, situada em torno da Baía de Todos os Santos, a maior do Brasil, repleta de história e belezas naturais.
Vale a pena visitar Cachoeira, a 110 km de Salvador - cidade tombada pela Unesco como Patrimônio da Humanidade, que oferece aos turistas momentos de bela contemplação diante da opulência, belezas arquitetônicas e naturais.
No dicionário, Recôncavo significa terra circunvizinha a um porto; na Bahia, a palavra Recôncavo ganhou nova dimensão, com inicial maiúscula, denominando uma bela região, situada em torno da Baía de Todos os Santos, a maior do Brasil, repleta de história e belezas naturais.
Vale a pena visitar Cachoeira, a 110 km de Salvador - cidade tombada pela Unesco como Patrimônio da Humanidade, que oferece aos turistas momentos de bela contemplação diante da opulência, belezas arquitetônicas e naturais.
Cachoeira
Cachoeira faz jus à condição de cidade baiana: é uma festa. Entre as comemorações destacam-se a Semana Santa, quando as procissões atraem muitas pessoas que acompanham, pelas principais ruas da cidade, os andores com imagens sacras muito valiosas. As imagens ficam guardadas no Museu da Ordem Terceira do Carmo, que faz parte de um conjunto arquitetônico de grande valor artístico e histórico do século 18: O Convento e Igreja da Ordem Terceira do Carmo. Em 1981, o conjunto sofreu uma grande reforma, que o adaptou para pousada e centro de convenções.
Em maio, acontece a festa do Divino e, em junho, sai às ruas a procissão de Corpus Christi. No mesmo mês, a alegria do forró toma conta da cidade, com um dos mais autênticos São João do interior. Durante a festa junina, a Feira do Porto dá um novo colorido à beira do rio Paraguaçu.
A culinária do Recôncavo é peculiar, baseada em pratos africanos, principalmente a moqueca, onde predominam o azeite de dendê e o camarão seco. Da influência indígena destaca-se a maniçoba, um prato típico feito com folhas de mandioca e diversas carnes. Os licores também são muito apreciados e na sede existem cerca de 25 fabricos de licor.
No dia 25 de junho é comemorada a data cívica da cidade, com homenagens aos heróis da Independência e, em agosto, a cidade recebe um grande número de turistas, atraídos pela festa de Nossa Senhora da Boa Morte, um documento vivo da cultura africana no Brasil. A festa de Nossa Senhora da Boa Morte é um exemplo da força e influência marcante da religião africana, miscigenada às tradições católicas. Os festejos acontecem sempre durante a primeira quinzena de agosto e atraem pelo mistério, transmitido de várias formas, tanto através da indumentária especial utilizada pelas "irmãs", como também pelos rituais secretos que são realizados com muita devoção. Em novembro, as homenagens são para Nossa Senhora da Ajuda, que também atrai muita gente.
Cachoeira também é terra de artistas, com destaque para a escultura em madeira. Os atuais representantes deste tipo de arte são Louco Filho, Dory, Doidão e Fory. Também é obrigatória uma visita ao Museu Hansen Bahia. Lá estão quase 13 mil peças, entre cópias assinadas e não assinadas do gravador alemão Karl Heinz Hansen, que adotou a Bahia como sobrenome. Além do museu, Hansen deixou uma Fundação, que funciona na sua Fazenda Santa Bárbara, em São Félix, e tanto o Museu como a sede da Fundação estão em fase de reestruturação, incluindo a restauração de parte do acervo.
Cachoeira faz jus à condição de cidade baiana: é uma festa. Entre as comemorações destacam-se a Semana Santa, quando as procissões atraem muitas pessoas que acompanham, pelas principais ruas da cidade, os andores com imagens sacras muito valiosas. As imagens ficam guardadas no Museu da Ordem Terceira do Carmo, que faz parte de um conjunto arquitetônico de grande valor artístico e histórico do século 18: O Convento e Igreja da Ordem Terceira do Carmo. Em 1981, o conjunto sofreu uma grande reforma, que o adaptou para pousada e centro de convenções.
Em maio, acontece a festa do Divino e, em junho, sai às ruas a procissão de Corpus Christi. No mesmo mês, a alegria do forró toma conta da cidade, com um dos mais autênticos São João do interior. Durante a festa junina, a Feira do Porto dá um novo colorido à beira do rio Paraguaçu.
A culinária do Recôncavo é peculiar, baseada em pratos africanos, principalmente a moqueca, onde predominam o azeite de dendê e o camarão seco. Da influência indígena destaca-se a maniçoba, um prato típico feito com folhas de mandioca e diversas carnes. Os licores também são muito apreciados e na sede existem cerca de 25 fabricos de licor.
No dia 25 de junho é comemorada a data cívica da cidade, com homenagens aos heróis da Independência e, em agosto, a cidade recebe um grande número de turistas, atraídos pela festa de Nossa Senhora da Boa Morte, um documento vivo da cultura africana no Brasil. A festa de Nossa Senhora da Boa Morte é um exemplo da força e influência marcante da religião africana, miscigenada às tradições católicas. Os festejos acontecem sempre durante a primeira quinzena de agosto e atraem pelo mistério, transmitido de várias formas, tanto através da indumentária especial utilizada pelas "irmãs", como também pelos rituais secretos que são realizados com muita devoção. Em novembro, as homenagens são para Nossa Senhora da Ajuda, que também atrai muita gente.
Cachoeira também é terra de artistas, com destaque para a escultura em madeira. Os atuais representantes deste tipo de arte são Louco Filho, Dory, Doidão e Fory. Também é obrigatória uma visita ao Museu Hansen Bahia. Lá estão quase 13 mil peças, entre cópias assinadas e não assinadas do gravador alemão Karl Heinz Hansen, que adotou a Bahia como sobrenome. Além do museu, Hansen deixou uma Fundação, que funciona na sua Fazenda Santa Bárbara, em São Félix, e tanto o Museu como a sede da Fundação estão em fase de reestruturação, incluindo a restauração de parte do acervo.
São Felix
Ir a São Félix é um roteiro fácil e convidativo. Basta atravessar a Ponte D. Pedro II, que liga o Cais da Manga (Cachoeira) à cidade vizinha, sobre o rio Paraguaçu. A ponte ferroviária mede 365 metros de comprimento, com 9 m de largura, e foi inaugurada em 1885, no reinado de D. Pedro II. Em São Félix estão o Espaço Cultural Dannemann e a Casa de Cultura Américo Simas, que funcionam em prédios da antiga fábrica e armazém de charutos Dannemann. Merecem uma visita.
Ir a São Félix é um roteiro fácil e convidativo. Basta atravessar a Ponte D. Pedro II, que liga o Cais da Manga (Cachoeira) à cidade vizinha, sobre o rio Paraguaçu. A ponte ferroviária mede 365 metros de comprimento, com 9 m de largura, e foi inaugurada em 1885, no reinado de D. Pedro II. Em São Félix estão o Espaço Cultural Dannemann e a Casa de Cultura Américo Simas, que funcionam em prédios da antiga fábrica e armazém de charutos Dannemann. Merecem uma visita.
Santo Amaro
Em Santo Amaro da Purificação, berço de Caetano Veloso e Maria Bethânia, o destaque fica por conta da festa de Nossa Senhora da Purificação, que acontece há mais de 200 anos. Construída no início do século 18, a Igreja Matriz de Santo Amaro foi totalmente restaurada. Entre outras opções turísticas, está uma visita ao Museu do Recolhimento dos Humildes. Também nos arredores desta simpática cidade, existem cachoeiras aprazíveis, como as cascatas de Zé Regadas, de Nanã, Vitória e Urubu. Santo Amaro fica próxima às praias do Recôncavo. A de Itapema fica ainda no município; a de Bom Jesus dos Pobres e Cabuçu pertencem a Saubara, a 24 km de Santo Amaro e a aproximadamente 100 km de Salvador. Na praia de Cabuçu, que fica a 28 km de Santo Amaro, as águas mansas e mornas atraem turistas o ano inteiro.
Em Santo Amaro da Purificação, berço de Caetano Veloso e Maria Bethânia, o destaque fica por conta da festa de Nossa Senhora da Purificação, que acontece há mais de 200 anos. Construída no início do século 18, a Igreja Matriz de Santo Amaro foi totalmente restaurada. Entre outras opções turísticas, está uma visita ao Museu do Recolhimento dos Humildes. Também nos arredores desta simpática cidade, existem cachoeiras aprazíveis, como as cascatas de Zé Regadas, de Nanã, Vitória e Urubu. Santo Amaro fica próxima às praias do Recôncavo. A de Itapema fica ainda no município; a de Bom Jesus dos Pobres e Cabuçu pertencem a Saubara, a 24 km de Santo Amaro e a aproximadamente 100 km de Salvador. Na praia de Cabuçu, que fica a 28 km de Santo Amaro, as águas mansas e mornas atraem turistas o ano inteiro.
Saubara
A região de Saubara, localizada próxima à foz do Rio Paraguaçu, apresenta características paisagísticas diversificadas, reunindo praias, falésias, áreas de manguezais e de Mata Atlântica com rios e cascatas, além de simpáticos vilarejos de veraneio. Na praia de Bom Jesus dos Pobres, a 33 quilômetros da sede de Santo Amaro, está situado o Água Viva Resort Hotel, que passou por uma ampliação há pouco tempo, dispõe de 70 apartamentos, além de equipamentos e áreas de lazer.
A região de Saubara, localizada próxima à foz do Rio Paraguaçu, apresenta características paisagísticas diversificadas, reunindo praias, falésias, áreas de manguezais e de Mata Atlântica com rios e cascatas, além de simpáticos vilarejos de veraneio. Na praia de Bom Jesus dos Pobres, a 33 quilômetros da sede de Santo Amaro, está situado o Água Viva Resort Hotel, que passou por uma ampliação há pouco tempo, dispõe de 70 apartamentos, além de equipamentos e áreas de lazer.
Maragogipe
De Salvador para Maragogipe, o próprio percurso, via mar e rio, já é uma atração à parte. O navio parte da Companhia de Navegação Bahiana, no cais do porto de Salvador. O roteiro até Maragogipe é magnífico; podem ser vistas ruínas dos inúmeros engenhos de cana-de-açúcar, além dos canaviais plantados nas terras férteis de massapê, às margens do rio Paraguaçu. Também de carro, o turista chega a Maragogipe, que fica a 25 km de Cachoeira.
Maragogipe dispõe de vários manguezais, proporcionando que uma grande parte da população viva da pesca do marisco. Da sede de Maragogipe até à praia do Pina, percorre-se 7 km em estrada encascalhada. Como as outras cidades da região, Maragogipe traz uma forte tradição religiosa católica, mas extremamente comprometida com o candomblé. Outra opção para o turista que visita a cidade é alugar um barco e conhecer o Baixo Paraguaçu, com suas ilhas e pontos pitorescos.
Em Maragogipe há uma Ong - Grupo Vovó do Mangue - que cuida da cultura, ação social, meio ambiente e turismo.
Grupo Vovó do Mangue Pça da Matriz, s/n - Casa da CulturaMaragogipe - Bahia - Brasil
De Salvador para Maragogipe, o próprio percurso, via mar e rio, já é uma atração à parte. O navio parte da Companhia de Navegação Bahiana, no cais do porto de Salvador. O roteiro até Maragogipe é magnífico; podem ser vistas ruínas dos inúmeros engenhos de cana-de-açúcar, além dos canaviais plantados nas terras férteis de massapê, às margens do rio Paraguaçu. Também de carro, o turista chega a Maragogipe, que fica a 25 km de Cachoeira.
Maragogipe dispõe de vários manguezais, proporcionando que uma grande parte da população viva da pesca do marisco. Da sede de Maragogipe até à praia do Pina, percorre-se 7 km em estrada encascalhada. Como as outras cidades da região, Maragogipe traz uma forte tradição religiosa católica, mas extremamente comprometida com o candomblé. Outra opção para o turista que visita a cidade é alugar um barco e conhecer o Baixo Paraguaçu, com suas ilhas e pontos pitorescos.
Em Maragogipe há uma Ong - Grupo Vovó do Mangue - que cuida da cultura, ação social, meio ambiente e turismo.
Grupo Vovó do Mangue Pça da Matriz, s/n - Casa da CulturaMaragogipe - Bahia - Brasil
Tel: (71) 372-0075/0014
Nazaré
Nazaré, que fica a 216 km de Salvador (via BA-001, BR-101 e BR-324), e a 61 km via ferry-boat, é outra cidade considerada uma das belas do Recôncavo Baiano. Por causa da intensa comercialização de farinha na região, o local ficou conhecido como Nazaré das Farinhas.
Uma das grandes atrações de Nazaré é a secular Feira dos Caxixis, onde o visitante encontra minúsculos objetos de barro, peças utilitárias e de decoração em cerâmica, produzidas em Maragogipinho, a 11 km da cidade, distrito de Aratuípe. A Feira dos Caxixis acontece sempre a partir da Quinta-Feira Santa, na praça do Arcos.
Nazaré, que fica a 216 km de Salvador (via BA-001, BR-101 e BR-324), e a 61 km via ferry-boat, é outra cidade considerada uma das belas do Recôncavo Baiano. Por causa da intensa comercialização de farinha na região, o local ficou conhecido como Nazaré das Farinhas.
Uma das grandes atrações de Nazaré é a secular Feira dos Caxixis, onde o visitante encontra minúsculos objetos de barro, peças utilitárias e de decoração em cerâmica, produzidas em Maragogipinho, a 11 km da cidade, distrito de Aratuípe. A Feira dos Caxixis acontece sempre a partir da Quinta-Feira Santa, na praça do Arcos.
HISTÓRIA E ECOLOGIA: AS JÓIAS DA CHAPADA
O coração da Bahia fica, geograficamente, na Chapada Diamantina. É nesta região serrana, de topografia diversificada, que nascem 90 por cento dos rios, inclusive os três maiores - exclusivamente baianos - que formam as principais bacias do Estado: a do Paraguaçu, do Jacuípe e do rio de Contas. São milhares de quilômetros de águas cristalinas que brotam dos cumes, escorrem pelas serras em cachoeiras, deságuam em planaltos e planícies, formando belíssimos poços e piscinas naturais. A beleza das águas é complementada por uma vegetação exuberante que mistura espécies cactáceas da caatinga com raros exemplares da flora serrana, especialmente bromélias, orquídeas e sempre-vivas.
O coração da Bahia fica, geograficamente, na Chapada Diamantina. É nesta região serrana, de topografia diversificada, que nascem 90 por cento dos rios, inclusive os três maiores - exclusivamente baianos - que formam as principais bacias do Estado: a do Paraguaçu, do Jacuípe e do rio de Contas. São milhares de quilômetros de águas cristalinas que brotam dos cumes, escorrem pelas serras em cachoeiras, deságuam em planaltos e planícies, formando belíssimos poços e piscinas naturais. A beleza das águas é complementada por uma vegetação exuberante que mistura espécies cactáceas da caatinga com raros exemplares da flora serrana, especialmente bromélias, orquídeas e sempre-vivas.
O ponto mais alto da Bahia
Na Chapada estão os três pontos mais altos de todo o Estado: o Pico das Almas, com 1.958 metros de altitude, o do Itobira, com 1.970 m, e o do Barbado, com 2.033 m, o mais alto do Nordeste. Também é nesta região onde estão a cachoeira da Fumaça (ou Glass), com seus 420 metros de queda livre e o fascinante Poço Encantado, este um espetáculo da natureza, passeio imperdível. Com profundidade de 40 metros, o poço de águas cristalinas fica dentro de uma gruta, sendo possível avistar-se o fundo, tal a transparência. Em determinada época do ano (de abril a outubro), quando um raio de sol atravessa a fresta na pedra e a luz penetra na água, exibe um cenário fascinante que pode durar uma hora ou apenas alguns segundos. O raio, refratado pela água como se atravessasse um cristal, acentua o tom do azul, que brilha e desenha formas variadas no fundo do poço.
As atrações naturais são tantas que é possível escolher entre os variados roteiros: subterrâneos das grutas, das cachoeiras, caminhar por antigas trilhas de garimpeiros ou cavalgar nos vales como o do Pati ou do Capão, em meio a comunidades esotéricas e alternativas. Com muita sorte é possível até, da serra do Capa Bode, em Mucugê, avistar no céu naves de extraterrestres, como já viram muitos habitantes da cidade.
Na Chapada estão os três pontos mais altos de todo o Estado: o Pico das Almas, com 1.958 metros de altitude, o do Itobira, com 1.970 m, e o do Barbado, com 2.033 m, o mais alto do Nordeste. Também é nesta região onde estão a cachoeira da Fumaça (ou Glass), com seus 420 metros de queda livre e o fascinante Poço Encantado, este um espetáculo da natureza, passeio imperdível. Com profundidade de 40 metros, o poço de águas cristalinas fica dentro de uma gruta, sendo possível avistar-se o fundo, tal a transparência. Em determinada época do ano (de abril a outubro), quando um raio de sol atravessa a fresta na pedra e a luz penetra na água, exibe um cenário fascinante que pode durar uma hora ou apenas alguns segundos. O raio, refratado pela água como se atravessasse um cristal, acentua o tom do azul, que brilha e desenha formas variadas no fundo do poço.
As atrações naturais são tantas que é possível escolher entre os variados roteiros: subterrâneos das grutas, das cachoeiras, caminhar por antigas trilhas de garimpeiros ou cavalgar nos vales como o do Pati ou do Capão, em meio a comunidades esotéricas e alternativas. Com muita sorte é possível até, da serra do Capa Bode, em Mucugê, avistar no céu naves de extraterrestres, como já viram muitos habitantes da cidade.
A História
O patrimônio histórico conta a saga do garimpo em cada beco e nos casarões seculares das cidades de Lençóis, Rio de Contas, Andaraí, Mucugê e no minúsculo distrito serrano de Xique-xique do Igatu, "a cidade de pedras". Distante cerca de 15 quilômetros de Andaraí, Igatu foi uma das capitais do garimpo, na segunda metade do século XIX, e uma das raras localidades de onde se extraiu ouro e diamante. A chegada a Igatu dá a impressão de uma viagem no túnel do tempo a uma cidade pré-histórica. Aí tudo é feito de pedra: casas, jardins, passeios e cercas. Para a construção foram aproveitadas locas nas rochas e é comum encontrar casas onde até o teto é de pedra. Embora Igatu pareça desabitada, ao lado da cidade atual existe uma outra, ainda mais antiga, conhecida como "cidade fantasma", primeiro núcleo habitacional dos garimpeiros.
Estas cidades nasceram e floresceram com o Ciclo do Minério, a partir do século XVII, quando aconteceu a febre do ouro, dos diamantes e o sonho do enriquecimento rápido. Os distritos e povoados que compõem os municípios da Chapada Diamantina têm qualquer coisa envolvendo o fantástico. Primeiros núcleos habitacionais da região, estes lugarejos, quando não estão completamente desabitados, parecem estagnados no tempo e no espaço. Os moradores, a maioria velhos e crianças, contam histórias de coronéis perversos, tesouros escondidos, escravos sacrificados que no final viram fantasmas, assombrações ou coisa parecida. Entre as mais fantásticas está a "lenda do Pai Inácio", que foi transformada em roteiro para cinema.
A Reserva Natural
As belezas cênicas da Chapada encantam os visitantes a tal ponto que muitos acabam ficando. O Parque Nacional da Chapada Diamantina foi criado em 1985, por decreto federal, abrangendo uma área de 152 mil hectares da serra do Sincorá e arredores, entre os municípios de Lençóis, Palmeiras, Andaraí, incluindo o distrito de Igatu, e Mucugê. Porém, muitos dos attrativos estão fora do Parque, como o morro do Pai Inácio, a gruta da Pratinha, a gruta Azul, o poço Encantado e a gruta da Lapa Doce, entre outras.
O Turismo
Para fazer turismo na Chapada Diamantina é necessário observar alguns pré-requisitos indispensáveis como ter resistência física, consciência ecológica, no sentido de respeitar a natureza contribuindo para a preservação da fauna e da flora (nunca adquirir plantas ou animais silvestres nas estradas para desestimular a captura), contratar os serviços de um bom guia para os passeios ecológicos, não jogar lixo no chão, e, especialmente, não ter pressa, pois os caminhos da Chapada escondem atrações surpreendentes só reveladas a quem tem calma e disposição.
O patrimônio histórico conta a saga do garimpo em cada beco e nos casarões seculares das cidades de Lençóis, Rio de Contas, Andaraí, Mucugê e no minúsculo distrito serrano de Xique-xique do Igatu, "a cidade de pedras". Distante cerca de 15 quilômetros de Andaraí, Igatu foi uma das capitais do garimpo, na segunda metade do século XIX, e uma das raras localidades de onde se extraiu ouro e diamante. A chegada a Igatu dá a impressão de uma viagem no túnel do tempo a uma cidade pré-histórica. Aí tudo é feito de pedra: casas, jardins, passeios e cercas. Para a construção foram aproveitadas locas nas rochas e é comum encontrar casas onde até o teto é de pedra. Embora Igatu pareça desabitada, ao lado da cidade atual existe uma outra, ainda mais antiga, conhecida como "cidade fantasma", primeiro núcleo habitacional dos garimpeiros.
Estas cidades nasceram e floresceram com o Ciclo do Minério, a partir do século XVII, quando aconteceu a febre do ouro, dos diamantes e o sonho do enriquecimento rápido. Os distritos e povoados que compõem os municípios da Chapada Diamantina têm qualquer coisa envolvendo o fantástico. Primeiros núcleos habitacionais da região, estes lugarejos, quando não estão completamente desabitados, parecem estagnados no tempo e no espaço. Os moradores, a maioria velhos e crianças, contam histórias de coronéis perversos, tesouros escondidos, escravos sacrificados que no final viram fantasmas, assombrações ou coisa parecida. Entre as mais fantásticas está a "lenda do Pai Inácio", que foi transformada em roteiro para cinema.
A Reserva Natural
As belezas cênicas da Chapada encantam os visitantes a tal ponto que muitos acabam ficando. O Parque Nacional da Chapada Diamantina foi criado em 1985, por decreto federal, abrangendo uma área de 152 mil hectares da serra do Sincorá e arredores, entre os municípios de Lençóis, Palmeiras, Andaraí, incluindo o distrito de Igatu, e Mucugê. Porém, muitos dos attrativos estão fora do Parque, como o morro do Pai Inácio, a gruta da Pratinha, a gruta Azul, o poço Encantado e a gruta da Lapa Doce, entre outras.
O Turismo
Para fazer turismo na Chapada Diamantina é necessário observar alguns pré-requisitos indispensáveis como ter resistência física, consciência ecológica, no sentido de respeitar a natureza contribuindo para a preservação da fauna e da flora (nunca adquirir plantas ou animais silvestres nas estradas para desestimular a captura), contratar os serviços de um bom guia para os passeios ecológicos, não jogar lixo no chão, e, especialmente, não ter pressa, pois os caminhos da Chapada escondem atrações surpreendentes só reveladas a quem tem calma e disposição.
OESTE DA BAHIA
Do santuário de Bom Jesus da Lapa ao cerrado de Barreiras; subindo ou descendo o rio São Francisco, penetrando as cavernas de Santana ou percorrendo o vale do rio Corrente em Santa Maria da Vitória, São Félix do Coribe ou Correntina, o Oeste da Bahia é o mais novo roteiro da Bahia, uma região de aventuras e grandes contrastes que se completam. Modernas rodovias, ligando o Planalto Central ao Leste baiano, rasgam a geografia para formar o "corredor da soja", ao lado de antigas estradas de boiadas que desbravaram o sertão. O rio São Francisco e suas bacias afluentes irrigam a terra seca, interligam povoados e cidades, formando uma malha viária que remonta aos primórdios da ocupação do Oeste baiano.
Quem chega à Bahia a partir de Brasília, Goiás, Tocantins e norte de Minas Gerais vai se deslumbrar com a beleza do Oeste baiano, traduzida em veredas, rios, corredeiras, cachoeiras e cavernas. A vegetação mistura espécies da caatinga e do cerrado, enquanto a moderna tecnologia abre espaço para a agroindústria, onde as grandes plantações de soja e café, regadas a pivô central, intercalam-se entre sequeiros. Exemplares raros como o tamanduá bandeira, raposas, seriemas, gatos do mato, mocós, onças e jacarés compõem a fauna, rica em pássaros multicores.
A região é privilegiada em luminosidade natural, o sol é abundante durante todo o ano e o clima varia do semi-árido ao semi-úmido seco. Histórias de vaqueiros, "causos" fantásticos de encantados, caiporas e mãe do mato povoam as matas, as margens dos rios e a vida do sertanejo, homem simples, resistente e hospitaleiro que habita este cenário. São muitos os caminhos do Oeste baiano, em cada um deles uma aventura surpreendente.
Do santuário de Bom Jesus da Lapa ao cerrado de Barreiras; subindo ou descendo o rio São Francisco, penetrando as cavernas de Santana ou percorrendo o vale do rio Corrente em Santa Maria da Vitória, São Félix do Coribe ou Correntina, o Oeste da Bahia é o mais novo roteiro da Bahia, uma região de aventuras e grandes contrastes que se completam. Modernas rodovias, ligando o Planalto Central ao Leste baiano, rasgam a geografia para formar o "corredor da soja", ao lado de antigas estradas de boiadas que desbravaram o sertão. O rio São Francisco e suas bacias afluentes irrigam a terra seca, interligam povoados e cidades, formando uma malha viária que remonta aos primórdios da ocupação do Oeste baiano.
Quem chega à Bahia a partir de Brasília, Goiás, Tocantins e norte de Minas Gerais vai se deslumbrar com a beleza do Oeste baiano, traduzida em veredas, rios, corredeiras, cachoeiras e cavernas. A vegetação mistura espécies da caatinga e do cerrado, enquanto a moderna tecnologia abre espaço para a agroindústria, onde as grandes plantações de soja e café, regadas a pivô central, intercalam-se entre sequeiros. Exemplares raros como o tamanduá bandeira, raposas, seriemas, gatos do mato, mocós, onças e jacarés compõem a fauna, rica em pássaros multicores.
A região é privilegiada em luminosidade natural, o sol é abundante durante todo o ano e o clima varia do semi-árido ao semi-úmido seco. Histórias de vaqueiros, "causos" fantásticos de encantados, caiporas e mãe do mato povoam as matas, as margens dos rios e a vida do sertanejo, homem simples, resistente e hospitaleiro que habita este cenário. São muitos os caminhos do Oeste baiano, em cada um deles uma aventura surpreendente.


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